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Gato Fedorento Fãs

Gato Fedorento: 4 pessoas, 4 homens, 4 comediantes, mas acima de tudo são 4 amigos... 4 amigos que adoram o que fazem, e nós adoramos o seu trabalho!

Gato Fedorento Fãs

Gato Fedorento: 4 pessoas, 4 homens, 4 comediantes, mas acima de tudo são 4 amigos... 4 amigos que adoram o que fazem, e nós adoramos o seu trabalho!

GATO FEDORENTO FALADO POR TODOS 8

28
Fev09

6 de Out de 2008

Zé Carlos

O Zé Carlos pode transformar-se rapidamente na mais corrosiva arma contra desmandos ministeriais, a ineficácia governativa e os dislates do socialismo tecnológico

O PS tem um problema. Chama-se Zé Carlos. O Zé Carlos não é líder da oposição nem Presidente da República. O Zé Carlos é o novo programa humorístico dos Monty Python portugueses, os Gato Fedorento. Enquanto Manuela Ferreira Leite parece andar nisto para perder por poucos e a esquerda se faz desentendida perante a oportunidade de uma frente eleitoral contra Sócrates - o CDS é uma sauna apertada - o Zé Carlos, esse sim, começou a usar a matéria-prima por excelência para chegar aos eleitores: a corrosão do poder.

No regresso aos ecrãs - e de uma penada - a trupe do Zé Carlos desmontou a metódica e obsessiva campanha promocional do computador Magalhães congeminada pelo Governo, reduzindo-o ao que ela efectivamente é: uma boa ideia, vestida de traje parolo, para vender o Portugal moderno, pouco visto na rua, mas frequentador de algumas estatísticas. Embalado, o Zé Carlos reduziu dois ministros - Lino e Pinho - à condição de anedota.

Ora, o Zé Carlos, como qualquer Zé Povinho, não precisa de efeitos especiais para se fazer entender. O programa é simples, as graças sucedem-se em piloto automático, nada há de doutrinário. A parvoíce abunda e o sarcasmo anda por ali, descalço. A vantagem é que as graçolas podem ser entendidas na Quinta do Lago, na Quadratura do Círculo ou na tasca de um Zé Carlos qualquer, entre bifanas e um arroto. Se falasse sobre o Magalhães, o povo diria o que diz o Zé Carlos. Com mais ou menos molho. Mas sempre sem pretensões de catequizar ou de ofender a la carte. Somos assim: gostamos apenas de eleger para cargos importantes os tipos de quem iremos fazer gato-sapato na primeira oportunidade. Apenas isso. E sem ressentimentos.

Não sei quantos meses durará o programa e desconheço se o humor fedorento dos "gatos" aguenta o prazo de validade. Um sinal, porém, está dado: o Zé Carlos pode transformar-se rapidamente - e por multiplicação acelerada nos you tube desta vida - na mais corrosiva arma contra desmandos ministeriais, a ineficácia governativa e os dislates do socialismo tecnológico. Esqueçam Manuelas, Franciscos e Jerónimos. Zé Sócrates que se cuide, pois: com os "gatos" a destilarem a pândega e o lado mordaz em directos semanais de catarse humorística colectiva, talvez o Zé Carlos que mora em cada um de nós se liberte a tempo de um acto eleitoral. Para já, os analistas e assessores não levarão a coisa muito a sério. Mas a brincar, a brincar...

 

VISÃO- BOCA DO INFERNO (26-2-2009)

28
Fev09

Ricardo Araújo PereiraA reconquista cristã do casamento  « Ricardo Araújo Pereira  «

 

 

A reconquista cristã do casamento

O que não falta na Figueira da Foz são donzelas cristãs que, após uma tarde de apostas na roleta, desejam unir-se em casamento com um seguidor do islamismo

 

 

 

 

Mais de um milénio depois, os mouros estão de volta a Portugal e desta vez querem casar connosco. Em 711 vieram para lutar; agora vêm para contrair matrimónio o que, pensando bem, é quase a mesma coisa, se não for mais sangrento. Por sorte, os cruzados continuam de atalaia e, depois de terem rechaçado a invasão da Península Ibérica, parecem prontos a impedir esta nova e igualmente perniciosa invasão das conservatórias.

Pessoalmente, confesso que não dei por nada. Só sei que os mouros voltaram porque, no espaço de pouco mais de um mês, dois cardeais foram ao Casino da Figueira precatar as moças católicas contra os perigos do casamento com muçulmanos. Eu não conheço uma única senhora que pretenda desposar um muçulmano, nem imagino a razão pela qual os mouros, aparentemente, preferem noivas católicas frequentadoras de casinos. Mas a verdade é que, tendo em conta a frequência dos avisos e o local em que eles são emitidos, o que não falta na Figueira da Foz são donzelas cristãs que, após uma tarde de apostas na roleta, desejam unir-se em casamento com um seguidor do islamismo.Vivemos em tempos estranhos.A única senhora com a qual travei conhecimento que casou com um mouro chamava-se Desdémona, e realmente viria a ser assassinada pelo marido, mas não é menos verdade que o principal responsável pela sua morte foi um cristão especialmente pérfido. Suponho que aconselhar as raparigas a evitarem o casamento com mouros que tenham subordinados cristãos particularmente malévolos seja menos eficaz, e até pouco prático, mas de acordo com a minha experiência pessoal é, de facto, o mais apropriado.Não quero com isto dizer que desconsiderei as recomendações dos cardeais.Pelo contrário, tomei-as a sério: nunca ninguém me há-de ver casado com um muçulmano. Até porque conheço bem o perigo que corremos quando nos relacionamos com pessoas que interpretam literalmente os textos sagrados, como fazem muitos muçulmanos e o cardeal Saraiva Martins. Mas, em Dezembro de 2007, D. José Policarpo disse que o maior drama da humanidade era o ateísmo. Pouco mais de um ano depois, vem alertar as portuguesas para os malefícios do casamento com gente que acredita e muito em Deus, e esquece-se do perigo que representam os incréus. Não digo que, para impedir os casamentos entre católicas e ateus, volte a entrar num casino. Mas custa-me a compreender que não interrompa ao menos um jogo de poker para avisar as jovens católicas que pretendem casar-se com quem professa o maior drama da humanidade. A minha mulher deveria ter tido a oportunidade de saber o monte de sarilhos em que se ia meter. Estar casada com um palerma que não deseja matá-la por causa das suas convicções religiosas é um drama pelo qual nenhum ser humano devia ser obrigado a passar.