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Gato Fedorento Fãs

Gato Fedorento: 4 pessoas, 4 homens, 4 comediantes, mas acima de tudo são 4 amigos... 4 amigos que adoram o que fazem, e nós adoramos o seu trabalho!

Gato Fedorento Fãs

Gato Fedorento: 4 pessoas, 4 homens, 4 comediantes, mas acima de tudo são 4 amigos... 4 amigos que adoram o que fazem, e nós adoramos o seu trabalho!

'Esmiúça' "é o acontecimento televisivo do ano"

23
Out09

Mais uma vitória que já cá canta dirá  Paulo Portas. O programa de análise política (humorística) Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios, na SIC, em que o líder do CDS-PP foi entrevistado foi o mais visto até ontem. Segundo dados da Marktest, 1,933 milhões de pessoas viram o "Paulinho das feiras", o correspondente a uma audiência média 20,4%. Coladinho a si (diferença de 13 mil pessoas) esteve Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, vista por 1,920 milhões de telespectadores (20,3%).


Apesar de ser novidade, o programa de estreia com José Sócrates como entrevistado central não foi além do 8.º lugar com uma audiência média de 14,2% (1,346 milhões de pessoas). À sua frente ficaram os programas dos entrevistados: Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda (1,685 milhões de pessoas); Paulo Rangel, eurodeputado do PSD (1,492 milhões); Joana Amaral Dias, BE (1,440 milhões);  Mário Soares (1,426 milhões) e Luís Marques Mendes, antigo líder do PSD (1,359 milhões).


O programa mais visto da SIC nestes quase dois meses pôs o país a falar sobre política, eleições (legislativas e autárquicas), propostas, ideias, mas acima de tudo... humanizou os políticos, segundo as muitas análises que foram feitas, quer na blogosfera ou nos meios de comunicação social, estes também esmiuçados pelo grupo de humoristas.


Ao DN, os também "populares comediantes", "ilustres bobos" ou "sátiros"  Zé Diogo Quintela, Miguel Góis, Tiago Dores e Ricardo Araújo Pereira, escusando-se fazer distinções entre convidados, destacam: "houve duas dificuldades principais, uma que já esperávamos, e outra com a qual não contávamos. A primeira é o facto de ser um programa diário que é escrito e apresentado por apenas quatro pessoas. Basta estar com atenção à ficha técnica, por exemplo, do Daily Show [apresentado por Jon Stewart] para perceber que o que nós fizemos foi uma tentativa de suicídio em directo.

Em relação às entrevistas, além de sermos nós a escolher os convidados e a escrevermos as perguntas, houve um período inicial em que tivemos que ter algumas reuniões com assessores de alguns convidados para lhes explicar o conceito e o tom das entrevistas que pretendíamos fazer: eminentemente políticas, num estilo provocatório, sem referências a curiosidades sobre a vida privada dos convidados, e sem personagens a entrar para fazerem uma rábula ao vivo.

Depois de alguns episódios irem para o ar, deixou de ser preciso fazer essas reuniões, uma vez que passou a ser claro qual era o tom do programa".
A segunda dificuldade, acrescenta o grupo, "foi a escassez de acontecimentos políticos, sobretudo nas duas semanas a seguir às eleições autárquicas".
Relativamente a recusas, os Gato Fedorento, que preferem não revelar nomes,  respondem que "felizmente, foram muito mais as personalidades que aceitaram o convite do que as que recusaram. Ao todo, terão sido uma dúzia de recusas, mas todas elas comunicadas de forma muito simpática. A razão mais apresentada foi a dificuldade perante um registo humorístico".
Quanto ao futuro? Agora vão de férias,  enquanto do lado da SIC, Nuno Santos,  define este programa como o "acontecimento televisivo do ano". Quanto a novos projectos responde que o timing está do lado dos Gato Fedorento.

 

in:tv e media

Gato Fedorento diz não a mais programas em formato "Daily Show"

23
Out09

Marcaram a actualidade, a rentrée e a SIC. Nuno Santos, director de programas do canal, diz mesmo que marcaram o ano televisivo. Os Gato Fedorento põem hoje fim ao seu esmiuçar dos sufrágios, mas a SIC convidou-os a continuar o projecto no futuro próximo, possivelmente em registo semanal. Mas os humoristas não estão disponíveis: "Este programa, confirmou-se, é impossível de fazer. Pelo menos por mais do que 30 dias. Não vamos fazer mais isto", disse ao PÚBLICO José Diogo Quintela.

 

Nuno Santos confirma que houve uma conversa entre o grupo e a SIC para tentar uma continuidade do formato inspirado no´"Daily Show" da americana Comedy Central.

Mas os humoristas querem descansar depois desta maratona de mês e meio de directos de segunda a sexta, com o apoio da equipa de quatro jornalistas na pesquisa.

"Foi bastante positivo", diz Quintela, mas também "foi muito cansativo".

Depois de uma proposta para manter o programa diário, ter-se-á ponderado a passagem a uma lógica semanal. "Eles gostam de procurar fórmulas novas e diferentes", disse apenas o director de programas da SIC.

Já José Diogo Quintela explicava ontem ao PÚBLICO que a periodicidade semanal "não teria tanto interesse como um diário, em que comentamos notícias acabadas de sair".

Os Gato Fedorento mantêm a intenção anunciada para o final do seu contrato com a SIC, assinado em Abril de 2008 e que finda com este programa: "Não sabemos quando faremos outra coisa na televisão.

A nossa ideia é não assinar contrato com nenhuma estação de televisão. Se, no futuro, viermos a fazer outro programa, nessa altura decidimos o que fazer", explica Quintela, que, com Ricardo Araújo Pereira, Tiago Dores e Miguel Góis compõe o quarteto dos Gato.

Nuno Santos, satisfeito com os resultados de Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios, mantinha ainda a questão em cima da mesa. Após o descanso dos Gato, "a seu tempo, falaremos. Estou convencido que para aquilo que pensem fazer em TV terão uma conversa connosco primeiro", disse o director de programas da SIC.

Hoje, o último programa tem como convidados os directores de informação da RTP1 e TVI, José Alberto Carvalho e Júlio Magalhães, e o subdirector de informação da SIC Rodrigo Guedes de Carvalho.

 

Milhões na TV e na Internet

 

Os programas mais vistos das 29 emissões que foram para o ar até quarta-feira foram as entrevistas com Paulo Portas e Manuela Ferreira Leite, a roçar uma média de dois milhões de espectadores, seguidas das de Francisco Louçã, Paulo Rangel, Joana Amaral Dias, Marques Mendes e José Sócrates. No dia da estreia com Sócrates, os Gato estabeleceram o seu recorde nosite da SIC - 555 mil visitas. A partir daí, os Gato Fedorento - cuja única recusa conhecida para uma ida ao programa foi a do Presidente da República - conseguiram fazer com que parte do público que normalmente não adere ao appointment viewing regressasse ao modelo século XX de ver televisão: esperar pela hora certa para assistir ao directo do programa plantado em pleno processo eleitoral duplo.

Entre essa parcela das audiências estão os mais jovens. Nuno Santos faz um "balanço muito bom [do programa], extraordinário mesmo, em várias frentes".

Para o horário nobre da SIC, que finalizou Setembro no segundo lugar dos generalistas mais vistos, os Gato "foram talvez a peça mais importante do puzzle" que o canal começou a montar antes do Verão, com programas como "Salve-se Quem Puder" ou "TGV" que trouxeram audiências mais jovens.

 

Os Gato "solidificaram muito essa capacidade de atrair targets mais novos e das classes A e B", reconhece o director de programas.

Para Nuno Santos, o programa "ficará como o grande acontecimento televisivo de 2009.

Tiveram um enorme mérito de fazer as pessoas voltar-se novamente para a vida política", alimentando conversas, audiências e números na Internet.

Contribuíram para o noticiário político nas autárquicas com a polémica entre Santana Lopes e António Costa sobre o IPO e o Parque Mayer. O programa teve, até quarta-feira, uma média de 1,295 milhões de espectadores no horário nobre da SIC, com 34,1 por cento de média de share (dados Marktest).

O programa liderou no sexo masculino, nas classes A/B e C1, nos espectadores com idades entre os 15 e os 54 anos e nas regiões de Lisboa, Porto e Litoral.

Os Gato mantiveram a sua ligação forte à web. Produziram conteúdos para o site da SIC e tiveram lá os seus programas (5,5 milhões de pageviews desde 14 de Setembro, estima o sub-director de informação da SIC Carlos Rodrigues).

No YouTube, somados inúmeros clips,"Esmiúça os Sufrágios" ultrapassa largamente um milhão de visionamentos. E no Facebook, esse termómetro actual de popularidade, o programa tem mais de 38 mil fãs.

 

in: publico